Um dia após feito de Kipchoge, queniana faz melhor marca de todos os tempos na maratona feminina

Em Chicago, Brigid Kosgei corre os 42,2km de prova em 2h14m04, derrubando marca da britânica Paula Radcliffe, que anotou o tempo de 2h15m25 em 13 de abril de 2003, em Londres.

Os quenianos não param de fazer história no atletismo. Um dia após o feito de Eliud Kipchoge, primeiro homem a correr uma maratona em menos de 2h, Brigid Kosgei fez a melhor marca de todos os tempos na maratona feminina. A façanha foi obtida em Chicago na manhã deste domingo. Kosgei correu os 42,2km de prova em 2h14m04. Até o momento, a recordista era a britânica Paula Radcliffe, que anotou o tempo de 2h15m25 em 13 de abril de 2003, em Londres.

– Estou muito feliz e me sinto bem. Corri aqui no ano passado, então já conhecia o percurso da prova. Havia um pouco de vento, mas nada que prejudicasse o meu desempenho. Ainda tive o apoio da torcida, que me incentivou do início ao fim, o que me ajudou muito – afirmou Brigid Kosgei, atualmente com 25 anos.

A maratona de Chicago faz parte do IAAF Gold Label, circuito promovido pela Federação Internacional de Atletismo com provas realizadas em lugares diferentes a cada final de semana. A prata deste domingo ficou com a etíope Ababel Yeshaneh, que fez 2h20m51, chegando um pouco à frente da compatriota Gelete Burka, terceira colocada com 2h20m55.

Kosgei, que venceu em Chicago no ano passado, liderou a maratona desde o início. Com um ritmo incrivelmente rápido, ela completou os primeiros 5 km em 15m28s. A partir do km 10, porém, a queniana passou a dosar mais as energias. Ela só voltou a acelerar nos 5 km finais da prova, quando descobriu que tinha possibilidades de quebrar o recorde mundial da prova.

Ao cruzar a linha de chegada Kosgei, foi bastante saudada por todos os presentes, inclusive por Paula Radcliffe, que assistiu à maratona no local. Com 2h18m20 como melhor marca da carreira até então, a queniana não se conteve em euforia quando descobriu que baixou em quatro minutos o seu tempo.

– Quando eu vi a rapidez com que Brigid estava correndo na primeira parte da corrida sabia que ela poderia bater o recorde. Por conta disso, resolvi parabeniza-la, porque ela merece – comentou a britânica.

Na prova masculina da maratona de Chicago, o ouro ficou com o também queniano Lawrence Cherono, com o tempo de 2h05m45. Completaram o pódio os etíopes Dejene Debela, com 2h05m46, e Asefa Mengstu, que fez 2h05m48.

Fonte: Globo Esporte