Kipchoge vence maratona de Londres com marca histórica

O brasileiro Daniel Chaves faz índice para Tóquio 2020, e queniano faz segundo melhor tempo da história em uma maratona.

Não existe homem mais rápido do que Eliud Kipchoge quando se trata de maratona. Recordista mundial no ano passado com o tempo 2h01m39s em Berlim, o queniano antou neste domingo também a segunda melhor marca da história. Ele venceu a Maratona de Londres com o tempo 2h02m37s. Na mesma prova, o brasileiro Daniel Chaves foi o 15º colocado e alcançou o índice olímpico. A vaga nos Jogos de Tóquio 2020, porém, ainda depende da confirmação da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que ainda não divulgou os critérios de convocação para os brasileiros.

Foi a quarta vitória de Kipchoge em Londres. Ele não deu chances aos rivais neste domingo, apesar de ter na cola o etíope Mosinet Geremew, que conseguiu a terceira melhor marca da história de uma maratona com 2h02m55s. O bronze ficou com o etíope Mule Wasihun (02h03m16s).

O brasileiro Daniel Chaves acabou na 15ª posição e teve muito a comemorar. O atleta de 30 anos, que chegou a pensar em suicídio depois de não engrenar nas provas de pista, se encontrou na maratona e alcançou o índice olímpico estabelecido pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF). A marca classificatória é 2h11m30s, e Daniel correu em Londres para 2h11m10s, mais de dois minutos mais rápido do que seu antigo melhor tempo.

– Aproveitei cada quilômetro. Posso dizer que é o recomeço de uma história. A gente passa por tanta coisa. É tão difícil ser atleta no Brasil. O pouquinho de retribuição que a gente tem já é muita felicidade. Nada paga. Estou feliz de mais. Classificação olímpica quase garantida. Agora é treinar ainda mais – disse o brasileiro.

Agora Daniel espera a confirmação dos critérios de convocação da CBAt para Tóquio 2020. Ele também vai tentar se manter como número 1 do Brasil na maratona, já que cada país só pode inscrever até três atletas por prova na Olimpíada, e o período de classificação ainda vai até 29 de junho de 2020.

Ídolo local, Mo Farah foi o melhor britânico, na quinta posição, com 2h05m39s. Dono de quatro ouros olímpicos na pista, ele ainda não confirmou se vai tentar o tri dos 10.000m ou se vai focar mesmo na maratona para Tóquio 2020.

Prova feminina

O Quênia também subiu no degrau mais alto do pódio na prova feminina de Londres. A vitória foi da jovem Brigid Kosgei, de 25 anos, que completou o percurso em 2h18m20s para superou a compatriota Vivian Cheruiyot (2h20m14s) e a etíope Roza Dereje (2h20m51s).

 

Fonte: Globo Esporte